A escuta que acolhe vidas em silêncio

Hoje, no Dia da Escuta, celebramos não apenas a escuta como técnica, mas como atitude profundamente humana e transformadora. Em tempos de pressa e produtividade, parar para ouvir verdadeiramente o outro é um gesto de cuidado e de ética.

É também nesse espírito que nasceu o livro "UTI Cardiológica: A escuta psicanalítica no hospital". Ele é fruto da experiência de estar presente onde a vida e a morte se tocam, onde o corpo fala em urgência e a alma muitas vezes se cala — a Unidade de Terapia Intensiva.

Neste espaço de alta complexidade, a escuta psicanalítica se faz resistência. Resistência à desumanização, ao apagamento do sujeito diante da doença, ao silêncio imposto pela dor. Escutar, nesse contexto, é dar existência a quem, por vezes, sente-se apenas um número, um leito, um prontuário.

Neste Dia da Escuta, lembramos que escutar é mais do que ouvir. É sustentar afetos, ambivalências, medos e esperanças. É abrir espaço para o outro ser, ainda que só por um instante. E é exatamente isso que tentamos fazer com a escuta psicanalítica no hospital: oferecer um lugar de palavra mesmo onde tudo parece ruir.

Que possamos, hoje e sempre, escutar com presença, com ética e com afeto.
Porque escutar também salva.

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